{"id":8696,"date":"2017-04-20T23:31:45","date_gmt":"2017-04-20T21:31:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.icbie.net\/?p=8696"},"modified":"2021-07-07T19:58:43","modified_gmt":"2021-07-07T19:58:43","slug":"a-arte-na-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbie.net.br\/pt\/a-arte-na-rua\/","title":{"rendered":"Livro retrata 40 anos de pesquisa sobre grafiteiros na Bahia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Livro retrata 40 anos de pesquisa sobre grafiteiros na Bahia<\/strong><br \/>\n<strong>\u201cA Arte na Rua\u201d<\/strong> prop\u00f5e a inser\u00e7\u00e3o dos grafiteiros na sociedade<\/p>\n<p>De um lado grandes monumentos p\u00fablicos e privados, de outro uma arte que resiste ao preconceito e as barreiras impostas pelo do poder p\u00fablico.\u00a0 No per\u00edodo do projeto \u201cSalvador Grafita\u201d, que contratou ex-pichadores e grafiteiros, oferecendo-lhes sal\u00e1rios para embelezar a nossa cidade, atrav\u00e9s da Prefeitura de Salvador, a arte p\u00f4de ser propagada em diversos pontos da capital tornando a cidade um verdadeiro palco de variadas express\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, abrangendo picha\u00e7\u00f5es e elaborados pain\u00e9is grafitados. Ainda que leigos quando o assunto \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, a grande massa acompanhou grandes pain\u00e9is feitos por artistas do desconhecido, mas com m\u00e3os que carregam o dom de fazer arte e transmitir sua mensagem e ideologia. Foram exatos 37 anos de pesquisa entre a d\u00e9cada de 80 e os tempos atuais, catalogando e registrando in\u00fameras imagens que retratam a arte dos grafiteiros por meio de suas picha\u00e7\u00f5es, grafites, est\u00eanceis, bombs, entre outras t\u00e9cnicas usadas em muros, paredes, tapumes, encostas, superf\u00edcies p\u00fablicas e particulares.\u00a0O livro a A Arte na Rua de Jos\u00e9 Francisco Paranagu\u00e1 Guimar\u00e3es, ser\u00e1 lan\u00e7ado em Salvador, dia 5 de maio, \u00e0s 20 horas, no Instituto Cultural Brasil It\u00e1lia Europa (ICBIE), localizado na Rua Porto dos Tainheiros, 36, Ribeira.\u00a0O evento \u00e9 aberto ao p\u00fablico e tem como principal objeto fomentar a import\u00e2ncia da arte na rua atrav\u00e9s do grafite e chamar aten\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico para valoriza\u00e7\u00e3o dessa arte e inser\u00e7\u00e3o dos artistas na constru\u00e7\u00e3o de uma melhor cidade visual.\u00a0 O livro traz desde o final da d\u00e9cada de 80, ao garimpar registros de picha\u00e7\u00f5es e grafites, a partir dos rabiscos iniciais de pioneiros como Faustino, Badala\u00e7\u00e3o, ML (Muito Louco), Mancha, Grupoema, Kaos, BL (Boca Livre), depois a\u00e7\u00f5es de Pinel &#8211; um dos pichadores mais conhecidos da cidade -, e seus seguidores, at\u00e9 o panorama atual com crews de grafiteiros como Esquadr\u00e3o de Grafiteiros de Salvador (EGS), Coletivo Nova10Ordem, Calangos, Oclan, Toque Feminino (TF), dentre outros, al\u00e9m de artistas renomados, a exemplo de Bel Borba, Leonel Mattos, Gustavo Moreno, Paulo Mello, etc.<br \/>\nParanagu\u00e1 destaca a import\u00e2ncia de inserir esses artistas em atividades de contribui\u00e7\u00e3o direta para a cidade. \u201cA prefeitura tinha um projeto que remunerava esses artistas por seus trabalhos. Quantos muros de escolas poderiam ser repaginados atrav\u00e9s do grafite? Penso que o poder p\u00fablico precisa de um olhar para essas quest\u00f5es\u201d, aponta. Pinel, um dos artistas que comp\u00f5em o livro, destaca as persegui\u00e7\u00f5es sofridas pela categoria. \u201cAs persegui\u00e7\u00f5es sempre aconteceram principalmente pelo poder p\u00fablico que n\u00e3o tinha conhecimento do que era arte e vandalismo confundindo picha\u00e7\u00e3o com grafite. Hoje n\u00e3o s\u00e3o todas as \u00e1reas que s\u00e3o autorizadas para grafitar. Em alguns pontos podemos ser punidos por crime ambiental, pois a atual gest\u00e3o delimitou o espa\u00e7o para os artistas. Um morador n\u00e3o pode autorizar o grafite no muro da pr\u00f3pria casa sem autoriza\u00e7\u00e3o da prefeitura, pois \u00e9 caracterizado como crime ambiental\u201d, relata. O livro \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o da Editora Pina\u00fana. O lan\u00e7amento conta ainda com distribui\u00e7\u00e3o gratuita limitada de exemplares da obra e com a presen\u00e7a de diversos artistas que comp\u00f5em o livro.<\/p>\n<p>Dan\u00fabio Trindade DRT: 4567\/BA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro retrata 40 anos de pesquisa sobre grafiteiros na Bahia \u201cA Arte na Rua\u201d prop\u00f5e a inser\u00e7\u00e3o dos grafiteiros na sociedade De um lado grandes monumentos p\u00fablicos e privados, de outro uma arte que resiste ao preconceito e as barreiras impostas pelo do poder p\u00fablico.\u00a0 No per\u00edodo do projeto \u201cSalvador Grafita\u201d, que contratou ex-pichadores e grafiteiros, oferecendo-lhes sal\u00e1rios para embelezar a nossa cidade, atrav\u00e9s da Prefeitura de Salvador, a arte p\u00f4de ser propagada em diversos pontos da capital tornando a cidade um verdadeiro palco de variadas express\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, abrangendo picha\u00e7\u00f5es e elaborados pain\u00e9is grafitados. 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